As sardas
salpicadas pelas tuas bochechas nunca tiveram qualquer poder sobre mim, nem a tua voz ou a
forma como as tuas pálpebras vibravam enquanto fechavas os olhos e cantavas a tua música preferida.
Já do teu cheiro não posso dizer o mesmo, era viciante.
Fuck.
Fuck.
Entretanto acho que me fui esquecendo e comecei a olhar para ti de outra maneira.
Tentei sempre manter uma certa superioridade nos meus pulmões, enchia-os e depois expirava-a para cima daqueles casais atordoados e com os olhos estrelados de paixão.
Felizmente já me saíste da cabeça, nem eu te queria cá.
Às vezes ainda tentas voltar. Já nem ligo, é só o meu subconsciente a tentar lixar-me.
Nunca me curtiu.
Nunca me curtiu.
Às vezes passa alguém com o mesmo perfume que usavas e os meus joelhos voltam a tremer por um sentimento que nunca houve entre nós. Já passou.
Seremos em segredo tudo aquilo que não sabíamos querer ser, porque ser em segredo é aquilo que fazemos melhor.
/thoughts from 2014/
Seremos em segredo tudo aquilo que não sabíamos querer ser, porque ser em segredo é aquilo que fazemos melhor.
/thoughts from 2014/
Oh *.* " nem eu te queria cá"
ReplyDeleteainda se fosse no estômago, agora na cabeça
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